5 de maio de 2017

#12mesesdePoe: A aventura sem paralelo de um tal Hans Pfaall + Sozinho


Reprodução: Google

A Aventura Sem Paralelo de um tal Hans Pfaall
Minha classificação: (4/5)

Sozinho
Minha classificação: ♥ 
(5/5+favorito)

Autor: Edgar Allan Poe
Conto: A Aventura Sem Paralelo de um tal Hans Pfaall
Na pequena cidade de Roterdam, em um dia comum, há a chegada de um balão de ar que desce através do céu com um passageiro peculiar, uma pessoa que a primeira vista aparenta não ter orelhas. Enquanto os cidadãos da cidade observam aquele ser estranho, o homem desconhecido joga uma carta para o superior da cidade e segue viagem de volta ao céu.

A carta está assinada por Hans Pfaall, um homem que está desaparecido já faz alguns anos. Através dessa carta descobriremos o paradeiro de Hans Pfaall, as aventuras que viveu nos últimos anos e o que o levou a sair da cidade. Por mais que ao final da leitura cada cidadão tenha a sua própria opinião sobre o ocorrido, se aquelas palavras são verdadeiras ou não, cabe ao leitor tirar a sua própria conclusão sobre a história de Hans Pfaall

O conto é longo, tendo 21 páginas na versão em que li. Há termos científicos sobre a construção do balão de ar e o que faria aumentar ou diminuir a velocidade de sua subida aos céus, também tem muita descrição extensa desses termos, algo que me confundiu bastante. Nesse conto conheceremos o lado de ficção científica do Poe, e é uma experiência maravilhosa.

Poema: Sozinho
Um poema difícil de ser descrito, mas fácil de ser sentido. Nesse lindo poema Poe vai dissertar sobre sua infância, seus amores e seus demônios. Vai dividir com o leitor sobre o seu íntimo, seu pessoal. É um conto que recomendo de olhos fechados e com todo o meu coração. Por favor, leiam.
"Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
(...)
Tudo o que amei, amei sozinho."
Minha opinião
Sobre o conto:
Por mais que o conto seja longo, e às vezes até cansativo, foi uma leitura que me agradou bastante e se tornou a melhor até agora dos lidos em 2017 no projeto. O Poe traz uma história sobre balões de ar em uma época que havia acabado de se criar os tais. Admito que mesmo para mim, uma história desse tipo e com esse foco é algo novo nas minhas leituras. Não costumo ler ficção científica, arrisco em dizer que li apenas um ou dois livros desse gênero, então tudo que envolva isso já se torna novo para mim.

Algo que me incomodou foram as descrições longas e científicas que o narrador dá para provar que tudo que está fazendo é cientificamente e fisicamente possível. Sei que são descrições necessárias para a história, porém, por não entender grande parte delas acabei por me sentir cansada durante a leitura e até entendiada em alguns momentos. Afinal, é bem incomodo ler algo que você não entende e nem sabe para que caminho vai.

Embora esse ponto tenha sido bastante negativo na minha experiência de leitura, o resto se destacou para mim. A história me intrigou bastante e despertou a minha curiosidade do começo ao fim, eu ansiava por saber o que havia acontecido com o tal Hans Pfaall e onde ele estaria no momento. Ansiosa para saber mais sobre suas descobertas e se ele havia conseguido alcançar o seu objetivo com o balão.

Não é um conto que eu recomendo para os inciantes nos escritos do Poe, tanto por causa da narrativa lenta como também por causa das descrições científicas e extensão do texto. Mas, é um conto que indico para aqueles que já tem uma familiaridade maior com o autor e que tem vontade de se aventurar em coisas novas do mesmo. Se você gosta de ficção científica, será uma experiência ainda melhor.

Sobre o poema:
Mal terminei de ler e já entrou para os favoritos da vida! Foi o poema que, até agora, mais me tocou e que senti uma identificação imensa ao ler. O eu-lírico descreve de maneira bela sobre o seu eu interior e sua visão de mundo. É um poema difícil de se falar sobre, mas que tem uma leitura fácil e rápida. Você lê em poucos segundos e já se sente conectada e apaixonada por aquelas estrofes, querendo reler cada vez mais para extrair novos significados.

É um poema que eu indico até mesmo para aqueles que não gostam desse tipo de texto. Para aqueles que ainda não leram nenhum poema do Edgar Allan Poe, também indicaria para começar com esse, pois tenho certeza que depois de conhecê-lo você não irá mais parar de se aventurar nos poemas do Mestre. Fica a dica.
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