4 de março de 2016

#12mesesdePoe: Conto O Demônio da Perversidade

Foto retirada do Google




O Demônio da Perversidade
Autor: Edgar Allan Poe
Minha classificação: ★★★ (3/5)
Se não podemos compreender Deus nas suas obras visíveis, como então compreendê-lo nos seus inconcebíveis pensamentos que dão vida às suas obras? Se não podemos compreendê-lo nas suas criaturas objetivas, como compreendê-lo então nas suas disposições de ânimo substantivas e nas suas fases de criação?
O conto
O narrador começa nos comunicando sobre frenologia e como essa ciência atinge o ser humano. Logo depois ele compara-a com o que ele chama de perversidade, onde ele descreve e explica (da melhor maneira possível, como ele mesmo afirma) durante os primeiros parágrafos. Ele declara que esse Demônio da Perversidade, como ele o chama, foi o motivo dele estar atualmente na ruína.
Nosso narrador também nos dá exemplos do que seria essa perversidade e como ela age. Um dos exemplos é a vontade de se jogar de um precipício: você está na beira de um e sente um sentimento profundo de se jogar, mas não por querer dar um fim a sua vida ou querer encontrar a paz no outro mundo, e sim por simplesmente ter vontade de se jogar, de sentir como é a sensação da queda.
É a partir desses devaneios que ficaremos sabendo qual é a história do narrador e o que levou-o ao seu estado atual. 

Minha opinião
Eu tive uma relação de amor e ódio com esse conto. No começo eu tive grande dificuldade com a leitura, não reconhecendo a maioria das palavras e não conseguindo assimilá-las com o contexto. Depois de um tempo a narrativa fluiu e eu consegui finalizar a leitura, porém percebi que muitos detalhes poderiam ter passado despercebidos e que não tinha conseguido absorver tudo o que o Poe pretendia compartilhar. 
Decidi então reler o conto depois de alguns dias e depois de ler algumas opiniões sobre, pensando que já estaria preparada completamente pra absorver tudo o que o Poe mandaria pra minha mente. Consegui ingerir um pouco mais do que na primeira leitura e ter pensamentos mais profundos e significativos, mas ainda tenho a sensação que terei que reler muitas outras vezes pra poder entender mais ainda a mensagem que o autor quis nos passar. Mas mesmo assim, tenho a impressão que nunca será o bastante, e que mesmo descobrindo coisas novas sempre terá algo de novo em sua obra.
Divagações a parte, eu gostei do conto. Por mais que eu tenha achado o vocabulário um pouco mais difícil do que nos outros, no final eu consegui finalizar bem a leitura. Não consegui encaixá-lo nos melhores contos que li do Edgar ou em minha lista de favoritos, mas foi uma experiência ótima conhecer mais da escrita desse autor fantástico e que eu adoro. Eu recomendo a leitura pra todos, só não aconselho que seja sua primeira leitura desse autor. Caso você queira ingressar no mundo do Poe, recomendo ir por caminhos mais fáceis.
Um beijo e até a próxima.

2 comentários

  1. Também li o conto para o projeto, e tive uma boa dificuldade no começo mas também gostei muito no final, e realmente é bem difícil o começo com todo aquele palavreado e o estilo meio 'cientifico' é truncado, mas o final ele solta a história e é bem nítido a diferença, e no fim também sinto que não estrai tudo que podia do conto.
    Beijos

    www.poyozodance.blogspot.com.br

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    1. Acho que o Poe tem isso em seus contos, né? De ir entregando detalhes diferentes cada vez que lemos. Isso é genial!

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