28 de abril de 2017

#Clarice-se: Uma Galinha (ABRIL)

Reprodução: Google



Conto Uma Galinha
Autora: Clarice Lispector
Minha classificação:  (3/5)
O conto
Neste conto, iremos nos deparar com uma galinha que corre de seu dono para conseguir lutar pela própria vida. Falando assim pode até parecer uma história simples ou boba, porém passa longe disso. 

Em Uma Galinha nossa personagem principal é uma galinha que acabou de ser comprada por uma família e que servirá para compor o almoço de domingo nessa casa. Como se previsse o seu futuro, a galinha corre das mãos do dono e voa pelos tetos dos vizinhos, tudo isso para conseguir ganhar a sua liberdade de volta. Enquanto foge do homem, a galinha acaba por botar um ovo e se aconchegar em cima do futuro filhote, o que a princípio a livra da panela.

O conto é curto, tendo em torno de apenas 3 páginas. Embora a leitura acabe por ser rápida, o entendimento do conto não é fácil e muitas vezes pode causar confusão e descontentamento no leitor. Alguns podem falar que Clarice quis apenas contar a história cotidiana de uma galinha, porém, tratando-se de Clarice já sabemos que podemos encontrar muito mais nas entrelinhas. Acredito que é aí onde encontramos a magia da escrita da Clarice, todas as analogias e interpretações diferentes que cada um pode ter de uma mesma história. 

Minha opinião
Um conto fácil de se ler, mas difícil de ser interpretado. Durante a leitura não tive nenhuma dificuldade, e no começo pareceu uma história normal e até simples demais. Porém, de acordo com o progresso da leitura fui percebendo que havia muito mais naquela galinha do que apenas a vontade de fugir de seu dono.

Falando assim pode parecer loucura, mas eu vi muito da mulher na protagonista da história. Eu me vi naquela galinha. Ela não luta apenas para viver, mas para sobreviver nesse mundo. E quando ela bota o ovo, é como se o filho fizesse as pessoas ao seu redor vê-la de forma totalmente diferente, até mais respeitável, se assim posso dizer. Como se a partir daquele momento a vida dela valesse a pena ser preservada. Na minha interpretação, podemos comparar tranquilamente o papel da galinha nessa história com o papel da mulher em sociedade, o modo como é tratada, julgada e abatida.

Mesmo sendo um conto bem rápido de se ler, não indico para aqueles que querem ter o primeiro contato com a autora, acredito que deva ingressar em outro conto mais "simples" da mesma (não que algum seja). Esse conto pode ser encontrado no livro Clarice Lispector - Todos os Contos, da editora Rocco, e também está disponível lá no grupo do projeto Clarice-se, onde todo mês lemos e discutimos um conto da Clarice Lispector. Vem participar com a gente!

Mas, me diga: para você, o que a galinha desse conto significa?
Participe do grupo!

25 de abril de 2017

Resenha: "Guerra Civil" - Mark Millar e Steve McNiven


Reprodução: Google

Guerra Civil
Roteiro: Mark Millar
Desenhos: Steve McNiven
Editora: Panini
Ano: 2015
Minha classificação: ★★★★★ 
(5/5+favorito)
Confira também a resenha que fiz do livro, Guerra Civil, uma romantização da HQ: clique aqui.

Reprodução: Biblioteca Pessoal
Depois de uma luta entre os Novos Guerreiros e um grupo de vilões ter resultado em centenas de mortes de crianças, o mundo não se sente mais seguro nas mãos dos super-heróis. Agora as pessoas sentem medo e não confiam naqueles que um dia foram a sua salvação. Mas, como julgá-las? Afinal, esses mascarados se denominam "super-heróis", mas escondem o próprio rosto daqueles que querem confiança. 

É a partir dessa ideia e tendo como a população seu principal motivo para tal, que o Governo cria a Lei de Registro de Super-Heróis. Uma lei, que depois de aprovada, "obriga" todos os mascarados à se registrarem e revelarem a identidade ao público. Esse registro consiste em trabalhar para o Governo, ou seja, esses super-heróis poderão combater livremente os vilões e bandidos com a supervisão e aprovação de seus superiores. Além disso, eles também receberão um salário e os benefícios de um emprego público. Entretanto, aqueles que se opuserem à lei serão vistos como criminosos e não poderão exercer nenhum ato heroico, pois ao contrário serão presos e levados para uma prisão especial feita pelo Dr. Reed (o Sr. Fantástico).

Esta lei acaba por dividir os super-heróis, tendo o Homem de Ferro como uma autoridade que apoia-a e luta para o crescimento dela, enquanto o Capitão América se torna um fugitivo e criminoso por ser contra esta ideia. Cada um lidera um grupo onde acolhem outros heróis com pensamentos e ideais semelhantes, criando cada vez mais um espaço entre os ex-amigos e começando a Guerra Civil.

Esta HQ vai contar com a participação de muitos super-heróis, alguns mais conhecidos do que outros, mas todos com tamanha importância para a história. No time do Homem de Ferro teremos nomes como Homem-Aranha, Sr. Fantástico, Jaqueta Amarela, Vespa, Mulher-Hulk, entre outros. Enquanto no time do Capitão América teremos a presença de Demolidor, Luke Cage, os Jovens Vingadores, Hércules, e etc. Os X-Men também marcam presença nessa história, mas sendo um grupo neutro não se encaixam em nenhum dos dois lados.

Reprodução: Biblioteca Pessoal
E a edição?
Esta edição da Panini lançada em 2015, mas ainda disponível para compra, é a versão encadernada e completa de Guerra Civil, com todas as edições mensais em uma só, tendo também uma galeria de capas na parte final. Uma ótima versão para ser lida e colecionada.
Eu fiquei apaixonada assim que tive a HQ nas mãos. Até fiquei por um (grande) tempo admirando o trabalho da editora e todo o cuidado para ter uma edição impecável. A arte é maravilhosa, com cores vibrantes e ótimos traços. É capa dura e logo no começo vem uma pequena introdução sobre a criação da história de Guerra Civil e do encadernado, e também com uma parte da história dos criadores.

Reprodução: Biblioteca Pessoal
Minha opinião
Antes de ler a HQ eu já havia lido a romantização lançada pela Novo Século, que é extremamente fiel aos quadrinhos e omite/muda poucas coisas, e assistido ao filme Capitão América - Guerra Civil, que é completamente diferente das outras duas versões. Por mais que eu tenha gostado do filme e do livro, eu ainda tinha muita vontade de conferir o quadrinho e ter contato com a história original, que tanto ouço falarem bem. E agora eu sei o porquê de tantas criticas positivas e merecidas.
Desde o ano passado tenho uma meta de ler mais HQ's, já que tenho muita curiosidade nesse meio e gosto bastante de super-heróis, e adianto que comecei 2017 acertando em cheio na escolha para esta meta. Acertei tanto que virou favorito, tanto entre os quadrinhos que eu já li e lerei como também entre as melhores leituras da vida. A experiência de ver tantos super-heróis (e vilões) juntos em um único lugar foi incrível, principalmente por ter muitos que eu gosto. E também por causa da oportunidade em conhecer outros novos, que eu não correria atrás para saber mais, mas que agora já tenho um mínimo conhecimento e admiração.
A história me cativou ainda mais nessa versão. A cada momento me sentia mais próxima dos personagens e acabei por me sentir parte do time que apoio. Acredito que por ser um quadrinho, mesmo sendo um encadernado com várias edições juntas, a leitura flui bastante rápida e logo é finalizada. Levei dois dias para terminar a leitura, mas foi porque eu não queria que acabasse tão rápido, queria apreciar cada momento e imergir cada vez mais nesse universo da Marvel que adoro. Deixo como indicação, tanto para aqueles que acompanham a Marvel somente através dos filmes como também para os que querem começar um contato com HQ's e não sabem por onde. Aproveita e escolhe o seu lado.

21 de abril de 2017

Eu joguei: Uncharted 4 - A Thief's End


Reprodução: Google
Olá leitores!
O primeiro game que conferi, me apaixonei e conclui em 2017 foi Uncharted 4 - A Thief's End. Para quem não sabe, a trilogia Uncharted, que explora as aventuras de Nathan Drake à procura de tesouros, ao lado de The Last Of Us está entre os meus games preferidos da vida, tanto por causa da história como também por causa dos personagens que me cativaram desde a primeira vez que tive contato com eles. E foi por causa dessa paixão que sinto pela franquia que fiquei tão ansiosa por este e já estava com os cabelos em pé por causa da espera. 
Durante esses meses que se passaram depois do lançamento dividi a expectativa e ansiedade com o meu namorado, e quando finalmente conseguimos pegar o game em mãos e começar a jogar foi animação para todo o lado, e admito que as nossas expectativas foram mais do que superadas. Minha gente, que game maravilhoso! Infelizmente, ele perdeu na categoria de "Game do Ano" no The Game Awards, mas ganhou nas categorias "Melhor Narrativa" e "Melhor Performance". O jogo também ganhou outros prêmios em diversas premiações, tendo grande destaque mesmo depois de meses de seu lançamento.
E é por isso, e muitas outras coisas que vou tentar falar um pouco mais durante o post, que hoje venho indicar para vocês e dividir a minha alegria sobre Uncharted 4, e claro, convencer vocês a irem imediatamente atrás deste jogo.

Reprodução: Google
A história
Logo quando aparece a vida atual do Nathan e Elena, fica bem claro o que ocorreu entre o terceiro game até atualmente, provando que são um casal. Passaram três anos desde então, estando agora casados e vivendo uma vida calma e "normal"
Enquanto Elena passa a maior parte do seu tempo escrevendo artigos para uma revista, Nathan trabalha com documentos e resgate de artefatos perdidos, tudo dentro da lei. Embora desfrutem de uma vida onde não se encaixam mais aventuras à procura de tesouros com riscos de morte e aquela sede por enigmas e ouro tenham ficado para trás, o espírito aventureiro de Nathan e a vontade de repetir as recordações do passado voltam à tona quando seu irmão Sam aparece pedindo ajuda para encontrar o tesouro perdido do pirata Henry Avery, afinal a sua vida depende disso.
A história irá intercalar entre o passado e os dias atuais. Somos apresentados à relação entre os irmãos Nathan e Sam, como e onde cresceram, e o que aconteceu para torná-los tão fissurados e entendidos quando o assunto é tesouros. A conexão que há entre os irmãos é passada fielmente para gente, nos trazendo um sentimento de companheirismo e nos transformando parte da família. Nós realmente sentimentos que estamos ao lado deles, acompanhando cada passo e evolução como ser humano, além de nos sentirmos mal quando ocorre alguma briga ou uma situação mais pesada que abale a convivência entre família.
Você não irá apenas jogar uma história sobre tesouros, família e lealdade, mas se sentirá um deles, sentirá que é um Drake.

Os personagens
Admito que senti um pouco de nostalgia ao rever o Nathan, a Elena e o Sullivan juntos, principalmente por neste estarem mais velhos e com uma bagagem de vida maior. Foi incrível ver a evolução de cada um durante os três games, mas agora é ainda mais gratificante vê-los como estão.
Vamos falar um pouco dos personagens novos que mais veremos na tela: Sam, irmão do Drake, e Rafe e Nadine, supostos "vilões". Eu demorei um pouco para conseguir confiar no Sam, pois por causa da situação que ele propôs ao Nathan ocorre uma intriga no meio da história (que prefiro não entrar em mais detalhes) que me deixou com muita raiva e me fez simpatizar ainda menos com ele. Mas, temos que admitir e entrar em consenso quando dizemos que o Sam é carismático, engraçado e o braço direito do irmão. É incrível conhecer outro personagem que tenha tanta bagagem como o Drake, além de ter grande conhecimento sobre história antiga e ser peça fundamental para a jornada do tesouro. No final, o Sam acabou me conquistando e entrando para a lista dos preferidos.
Quanto a Rafe e Nadine, que também vão atrás do tesouro, porém com armas pesadas e uma equipe treinada para explodir qualquer barreira, por causa de seus atos acabam fazendo com que o público não crie total afeição pela dupla. Embora Nadine esteja do lado "errado" (ao meu ver), ela é uma personagem negra de personalidade extremamente forte que esbanja girl power toda vez que aparece, assim roubando a cena para si. Posso até não concordar com o seu ciclo de trabalho e muitas vezes me senti irritada com certas decisões da parte dela, mas é impossível não se alegrar com a força da representatividade e não vibrar com o espaço conquistado. Já o Rafe, para mim, não basta de um homem mimado e que quer sempre ter tudo em suas mãos. Não simpatizei desde a primeira cena em que aparece.
Os personagens, tantos os novos como também os já conhecidos, são muito bem construídos. Cada um com sua personalidade e diferencial, destacando-se da sua maneira.

Reprodução: Google
O gráfico, a dublagem e a jogabilidade
Não tenho palavras para descrever o quanto fiquei maravilhada com o trabalho feito pela produtora Naughty Dog neste game e como o gráfico me deixou surpresa, em todos os sentidos possíveis. O gráfico é tão bem feito e realista que, além de te deixar ainda mais conectado aos personagens, passa uma sensação que você está ali no meio da história vivendo uma aventura ao lado do Nathan e dos outros. Cada paisagem, gesto ou diálogo se complementam e tornam a experiência inesquecível.
A dublagem é ainda melhor do que as anteriores. Os diálogos entre os personagens, tanto nas cenas de drama como também nas de humor, passam toda a apreensão e emoção do momento. Você sente a entonação nas vozes e a emoção que os dubladores querem (e com maestria conseguem) passar ao público.
A jogabilidade é em terceira pessoa e os mecanismos se assemelham aos anteriores da franquia, porém melhorados. Assim como nos outros controlamos o Nathan. A interação dele com o ambiente também foi melhorada, trazendo novos movimentos e ferramentas para combate. Há também a opção online, onde nela você compete em grupos com outros jogadores e tem a oportunidade de evoluir o seu jogador, podendo escolher entre o Drake e o resto do elenco (incluindo de jogos anteriores), tendo uma variedade de armas e vestiários, e ainda de "gestos" e danças para escolher à vontade.
Outro ponto legal são as fotos que você pode "tirar" durante o modo história, tendo uma grande variedade de filtros e modos para acrescentar nas imagens. Dá para fazer fotografias incríveis das paisagens e ainda deixá-las como mais gostar.

E o que eu não gostei?
Já posso adiantar que demorei semanas para escrever esse post, justamente por ter amado o game e não saber ainda como expressar todos os sentimentos que senti enquanto jogava. Continuo com a impressão de que não consegui dizer tudo que eu queria e nem passar o quanto impactante Uncharted 4 foi para mim, mas espero que ao menos eu consiga despertar a curiosidade de alguns de vocês. 
Quanto aos pontos negativos: eu pensei e não consegui chegar a nenhum. Eu poderia citar que a história pareceu curta, mas acredito que isso seja resultado da minha pressa por finalizá-la e por não ter explorado adequadamente os lugares. Para mim, não teve pontos negativos.
Só gostaria de concluir dizendo que estou muito viciada no modo Multiplayer, então, caso alguém queira jogar um Comando é só me chamar! Vocês já jogaram algum Uncharted? Eu indico este game para todos aqueles que gostam de inimigas, tesouros e Tomb Raider. É um game maravilhoso, repleto de ação e com personagens muito carismáticos. Garanto que vocês irão adorar. Então, por favor, vão lá começar a jogar e depois voltem aqui para discutir comigo o seu personagem preferido e a parte que mais gostou do game! Um beijo e até a próxima.

18 de abril de 2017

Nova parceria: Cynthia Lopes

Reprodução: Google
Olá leitores!
É com grande alegria que venho apresentar mais uma parceria para vocês, e a autora que abriu essa oportunidade foi a Cynthia Lopes. Em breve terá resenhas muito especiais de seus romances e contos para vocês conhecerem um pouco mais das histórias da Cynthia.

Vamos conhecer um pouco da autora?

Reprodução: Cynthia Lopes
Cynthia Lopes: 33 anos, nascida em Nova Friburgo. Região Serrana do Rio de Janeiro. Sempre gostou de ler, mas nunca se encantou de verdade. Lia livros esporadicamente. Seu vício pela leitura começou mesmo com o livro 50 tons de cinza. Depois desse, que agora já leu 5 vezes, não consegue mais ficar sem ler. Sua pilha de livros a serem lidos sempre aumenta. Está sempre apoiando os autores brasileiros, divulgando seus trabalhos em seus grupos no facebook, nunca pensou que agora, estaria do outro lado. A ideia do Por trás das grades, começou com uma conversa no wattsapp com suas amigas e aos poucos foi se formando. E hoje, está se tornando uma realidade, como
sempre aproveita as chances que a vida lhe dá. Está entrando de cabeça nesse mundo da literatura brasileira.

Redes sociais:
https://www.facebook.com/cynthiarslopes
https://www.facebook.com/Cynthialopes2016/
https://www.facebook.com/groups/632551793593694/

As obras da autora:


Reprodução: Google
Por Trás das Grades
Nicolas teve uma infância e adolescência conturbada. E apesar da família adotiva que tinha, nunca se sentiu realmente parte dela. O homem que ele havia se tornado, nem de longe era o que ele um dia tinha almejado, entretanto ele era o melhor no que fazia. Um homem frio e calculista que nunca se importou com a dor nos olhos de suas vítimas. Não temia, não se arrependia e nunca negou um serviço. Um matador profissional. Mas todo homem tem um ponto fraco e Nicolas não era diferente. Sua esposa e seu filho eram seu calcanhar de Aquiles.
Mas esse mundo de crimes hediondos é muito maior do que imaginávamos. E seu rival, Wesley, era tão bom, senão melhor que Nicolas. Igualmente impiedoso e cruel. Entretanto por uma briga de egos, Nicolas arma uma cilada para seu oponente e o coloca atrás das grades. Wesley promete, pela segunda vez se vingar e agora ele sabe exatamente qual o botão apertar. O bem mais precioso de Nicolas é seu alvo. Quando ele começa a colocar seu plano de vingança em prática, Nicolas vê seu mundo desmoronar. Conflitos, sentimentos destruídos, vidas perdidas. Aos poucos seu maior sonho se torna também seu pior pesadelo e Nicolas nunca imaginou que um dia teria que tomar uma difícil decisão. Mas ele simplesmente não era capaz de escolher.
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Indulto de Natal
(spin-off de Por Trás das Grades)
Depois de anos, sem poder passar um natal sequer com seu filho. Nicolas tem sua chance de quebrar esse rotina. Após ter o seu indulto concedido, Nicolas volta pra casa. Mesmo que seja, por poucos dias, ele quer que sejam especiais. Poder abraçar e desfrutar da companhia de seu filho, Nicolas se depara com alguns sentimentos adormecidos que há muito tempo não sentia. Faz uma força tremenda para não deixar que seu filho Guilherme perceba o quanto está afetado. E que apesar de estar de

volta em casa, nada será como antes. Uma parte ali, estaria sempre faltando.
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Quando Eu Vi Você
Marcela sempre foi uma menina que nunca pode ter uma infância e uma adolescência normal. Por ser a filha rejeitada do presidente da gangue Lobos de Prata. Sempre teve um capanga ao seu lado, controlando e vigiando todos os seus passos. O que ela nunca poderia imaginar que sua vida fosse mudar tão rapidamente, depois que ela vê o vizinho da casa da frente. Através de um buraco na janela, vê uma chance de poder viver como todo mundo, embora se encante pelos olhos castanhos e tatuagens do
vizinho, ela sabe que essa alegria de talvez um dia conhece-lo, vai durar pouco. Do mesmo jeito que ela sente atração pelo cara da casa da frente, algo nela também chama a atenção dele e disposto e conhece-la. Ele entra para o lado que ela mais odeia, a gangue de seu pai. O medo que Marcela sente do pai, não permite que ela se entregue de corpo e alma a essa relação. Como o seu vizinho está disposto. Carlos, pai de Marcela, visando o seu próprio bem, a obriga fazer algo que jamais pensou. Esse mundo sórdido onde cresceu, teve a certeza de que seu pai a odiava. Depois de se sentir sozinha e desamparada, não tem forças para lutar contra as vontades de seu pai, e cede as suas ordens, mesmo sabendo que estaria entregando sua alma ao diabo. Mas como toda história tem dois lados, tem alguém que não vai entregar os pontos assim tão fácil. Arriscando sua própria vida mais uma vez, para tentar ter a única mulher que lhe despertou sentimentos verdadeiros, como sua. Será que mesmo depois de todo sofrimento e vidas perdidas, Marcela vai saber se valeu ou não a pena ter olhado pela janela?
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Tudo Por Ele
Brenda nunca poderia imaginar que alguns momentos no passado, ficariam tão marcados em sua memória como aquela noite da despedida de solteira da sua irmã. Apesar de tentar seguir em frente, nada consegue fazê-la esquecer aqueles profundos olhos castanhos que a fitaram tão intensamente. Alec, por um tempo, conseguiu mascarar com o seu trabalho, tudo o que seu começo de vida lhe trouxe. No entanto desde o momento em que aquela morena passou pela porta da boate, ele sentiu que sua vida não seria mais a mesma. A
atração é imediata, para ambos! Será que ele será capaz de abrir mão de seus costumes hábitos, para ficar com ela? Será que para ela, abrir mão de seus princípios, para fazer "Tudo por ele" valeria a pena?
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Conto Um Natal Marcante
O Natal para Carla nunca foi uma data digna de ser comemorada e depois daquele ano específico, isso só se intensificou. Mas a vida devia seguir em frente. O passado deveria ficar no passado. E foi o que ela fez. Anos depois já com sua vida estabilizada, de casamento marcado com Julio, seu amigo, amante e companheiro, o passado resolve bater a sua porta, e estaria tudo bem, se Kevin não fosse moreno, intenso e ainda mais lindo do que na época que eram adolescentes. Carla então se questiona sobre sua vida, suas decisões. Todo
aquele sentimento que ela imaginava estar morto, ressurge para atormentá-la e ela precisa fazer uma escolha. Continuar seguindo sua vida com Julio, ou dar uma chance ao amor que ela achava que tinha acabado? Passado e futuro colidindo e uma decisão a ser tomada. Para qual dos dois, o coração de Carla vai bater mais forte?
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Alguém por aqui já conhecia as histórias da Cynthia? Admito que eu não, mas já me sinto ansiosa para entrar de cabeça em cada uma delas. Em breve me aventurarei nessas histórias e contarei tudo para vocês! Caso já conheçam o trabalho da autora, dividam comigo a sua opinião. Caso contrário, as sinopses te deixaram curiosos para conhecerem essas obras nacionais? Um beijo e até a próxima.

11 de abril de 2017

Primeiras impressões: Lacrymosa - Juliana Daglio


Reprodução: Juliana Daglio
Olá leitores!
Tive a oportunidade de ler 30 páginas do livro Lacrymosa, da autora nacional Juliana Daglio, e hoje vim aqui dividir as minhas impressões e expectativas para a obra. Já adianto que adorei a premissa da história e preciso urgentemente de um exemplar desse livro na minha cabeceira!

Sinopse: O nome dela não é Valery Green. Também não nasceu no Kansas, e sua família toda não morreu num acidente de carro onde ela foi a única sobrevivente. Nascida num mundo de trevas e segredos apocalípticos, a garota feita de mentiras luta dia após dia para ter uma vida longe de sua verdadeira identidade e de seu dom misterioso, o qual ela julga como uma maldição. Por cinco anos, ela conseguiu. Escondida na pacata Darkville, tornou-se uma respeitada Detetive, conhecida por sua frieza e eficácia no trabalho. Seu companheiro Axel parece ter orgulho de trabalharem juntos, até ficar frente a frente ao que encontraram na busca daquela noite - um demônio dentro de uma garotinha. Para ajudar a pequena Anastacia, Valery terá que colocar em risco o trabalho na polícia e seu relacionamento com Axel, recorrendo à ajuda do Padre Henry Chastain, um velho conhecido. Desenterrando um passado cheio de exorcismos, perseguições e batalhas contra demônios, esse reencontro não promete ser feito de abraços e boas-vindas. Chas, como ela o chama, é conhecido como o maior Exorcista vivo - a Espada de Sal do Vaticano, e é sua única esperança de lutar contra o novo inimigo, mas também representa o ponto fraco de si mesma e o acesso a um passado doloroso que pode despertar seus próprios demônios interiores.

Minhas impressões
Algo que logo veio na minha cabeça durante toda a leitura foi a série O Exorcista, de 2016. Encontrei muitos pontos semelhantes, e por eu ter gostado bastante da série, logo fiquei bastante animada com o livro. Esses pontos semelhantes foram: o Padre, seu jeito e "estilo" me lembraram muito o Padre Marcus como pessoa, e eu adorava esse personagem na série; e o próprio demônio que está possuindo uma criança, o qual me lembrou o demônio que possuiu a Angela e sua filha Casey.

Falando assim acredito que já deve ter dado para perceber que a história tem relação com exorcismos e demônios, até porque isto está claro na própria sinopse, mas eu li sem saber desse detalhe e sem ter lido a sinopse, o resultado da minha experiência não poderia ser melhor. Eu nunca li nada que envolva esse assunto, por mais que eu adore filmes assim, e ter esse primeiro contato com a obra de uma autora nacional foi uma experiência muito boa e gratificante. Eu também ainda não li os outros livros da Juliana, então esse foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e posso dizer que foi surpreendente.

A Juliana escreve de uma forma tão bonita e gostosa de se ler. Mesmo às vezes usando palavras muito rebuscadas e desconhecidas (para mim), isso em nada afetou a minha experiência com o texto, só acrescentou. Ela tem uma forma de contar histórias que te deixa totalmente hipnotizado e curioso para saber mais. Ela consegue te conectar aos personagens logo na primeira página e fazer com que você se sinta preocupado com eles logo no segundo capítulo.

Acredito que por ser uma história contada em primeira pessoa, pois cada capítulo é narrado por um personagem específico, traz uma conexão ainda maior com o personagem. Logo no primeiro capítulo sabemos que Valery não é o nome real daquela mulher e que ela tem muitos segredos para ter feito o que fez com a sua família, e a história é tão envolvente que tudo o que você quer saber é quais são esses segredos e o que aconteceu no passado dela. Admito que essa curiosidade está me corroendo e que preciso ter esse livro em minhas mãos para conferir a história por completo. E garanto que você se sentirá como eu, assim que ler as primeiras páginas e se sentir intrigado para continuar sem interrompimentos.

Mesmo só tendo lido, até o momento, três capítulos do livro, já deixo como indicação para todos, tanto aqueles que adoram uma história de terror e suspense como também aqueles que gostariam de ter um contato maior com a literatura brasileira contemporânea. Pretendo correr atrás de um exemplar para mim, e posteriormente conhecer os outros livros publicados da Juliana, pois já me encantei pela autora. Espero que aqueles que não a conhecem, façam o mesmo.

Reprodução: Juliana Daglio


Contatos da autora 
E-mail: lacrymosa.jd@gmail.com
FanPage: https://www.facebook.com/autoraJulianaDaglio/ 
Instagram: @judaglio2